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A propriedade do Alto da Boa Vista, adquirida por seu pai em 1913, foi reformada
por Castro Maya a partir dos anos 20, dando-lhe uma fisionomia de residência
neocolonial. Localizado numa área de 151.132m² na Floresta da
Tijuca, o Museu do Açude tem como proposta relacionar o patrimônio
cultural ao natural.
De acordo com a filosofia dos Museus Castro Maya, a programação
do Museu do Açude procura articular cultura e natureza, trabalhando
com a idéia de patrimônio integral, considerando igualmente
tanto o seu acervo cultural quanto o natural.
No conjunto de edifícios e jardins formais de inspiração
portuguesa que compõem o Museu do Açude encontra-se a coleção
de azulejaria - painéis franceses, holandeses, espanhóis e,
sobretudo, portugueses dos séculos XVII ao XIX - e louça do
Porto, tipo de faiança ornamental, fabricada a partir do século
XIX em Portugal.
A coleção de arte oriental reunida por Castro Maya, anteriormente
exposta em ambos os museus e agora ambientada no Museu do Açude, possui
exemplares raros de escultura chinesa, indiana e indochinesa, bem como de porcelanas
de procedências diversas. As artes aplicadas estão igualmente representadas
por expressivo conjunto de mobiliário luso-brasileiro, prataria de origem
brasileira, portuguesa, inglesa e francesa e por cristais franceses.
A partir de 1999 foi criado o Espaço de Instalações Permanentes
do Museu do Açude, projeto cultural com características inéditas
no Brasil, cujo perfil acompanha uma tendência internacional de transformar
grandes espaços públicos em museus a céu aberto - um
circuito expositivo ao ar livre, cuja idéia é relacionar o vigor
da produção contemporânea da arte brasileira à paisagem
natural do entorno do Museu do Açude. Integram este circuito as obras de
Iole de Freitas, Anna Maria Maiolino, Helio Oiticica, Lygia Pape, Nuno Ramos,
José Rezende, Piotr Uklanski e Eduardo Coimbra.
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