| |
A casa de Santa Teresa, conhecida desde 1876 como Chácara do Céu,
foi herdada por Castro Maya em 1936. A construção atual, projetada
em 1954 pelo arquiteto Wladimir Alves de Souza, destaca-se pela modernidade das
soluções arquitetônicas e por sua localização,
que integra os jardins e permite magnífica vista de 360 graus sobre a cidade
e a baía da Guanabara.
De acordo com a filosofia que norteia os Museus Castro Maya a programação
do Museu da Chácara do Céu
se orienta, basicamente, por 3 vertentes:
1 - promover a difusão do
acervo propondo diferentes recortes temáticos e conceituais de leituras
para as obras de arte, dando ao público a possibilidade de conhecê-las
sob diversos ângulos; 2 - dar continuidade ou retomar projetos iniciados
por Castro Maya, como Os Amigos da Gravura; e 3 - possibilitar o diálogo
do nosso acervo com outras coleções particulares ou institucionais,
através do projeto de exposições Encontro de
Colecionadores, que já recebeu as coleções particulares
de José Mindlin, Sergio Fadel, a de Murilo Mendes, pertencente ŕ Universidade
Federal de Juiz de Fora, e a de Joăo Sattamini, comodante MAC-Niterói.
Além dessas linhas de ação e buscando revelar as diversas
facetas da personalidade múltipla de Castro Maya, foi criada a série
editorial que se iniciou com "Castro Maya Anfitrião" e seguiu-se
com o "Bibliófilo" e o "Colecionador de Debret e de Portinari".
No Museu da Chácara do Céu encontra-se a coleção
de arte européia - que reúne pinturas, desenhos e
gravuras de artistas consagrados como Matisse, Modigliani, Degas, Seurat, Miró;
a coleção de arte brasileira, formada
principalmente por trabalhos de artistas modernos, entre eles Guignard,
Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Antonio Bandeira, além
de importante conjunto de obras de Portinari, hoje considerado o
maior acervo público desse artista; a coleção
de Brasiliana, uma das mais expressivas, inclui mapas dos séculos
XVII e XVIII, pinturas a óleo, aquarelas, guaches, desenhos
e gravuras de viajantes do século XIX, como Rugendas, Chamberlain
e Taunay, destacando-se os mais de 500 originais de Jean-Baptiste
Debret, adquiridos em Paris, em 1939 e 1940; e a Biblioteca Castro
Maya, com cerca de oito mil títulos entre livros de arte,
literatura brasileira e européia, principalmente francesa,
e também algumas das mais importantes publicações
dos primeiros viajantes do século XIX: Maria Graham, Maximilian
von Wied-Neuwied, Henry Chamberlain, William Gore Ouseley e Victor
Frond.
|
|