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Exposições em Cartaz
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Museu da Chácara do Céu
OS AMIGOS DA GRAVURA 2010 - CILDO MEIRELES

O primeiro contato de Cildo Meireles com o universo da gravura, mais especificamente a xilo, ocorreu em 1965, ainda em Brasília, quando freqüentava o ICA, Instituto Central de Arte, da UnB. Em 1967, depois de passar quatro meses em Salvador, onde realizara sua primeira exposição individual, no MAM/BA, Cildo chegou ao Rio de Janeiro e por dois meses frequentou a oficina de gravuras em metal do MAM/RJ. Percebendo que, para dominar as técnicas de impressão, precisaria estabelecer uma relação mais sistêmica e profunda com os procedimentos desse ofício, não colocou a gravura no topo de suas prioridades. As questões conceituais relacionadas à sua obra Espaços Virtuais: Cantos ocupavam maior destaque em seu imaginário criativo naquele momento.
Mas a gravura continuaria presente em sua produção artística. Estimulado pela idéia de ter uma obra sua inserida num projeto coletivo, cuja finalidade era popularizar a arte, Cildo aceitou o convite do artista Carlos Scliar para realizar uma edição impressa em serigrafia para a cooperativa coordenada pelo artista/impressor Dionísio Del Santo, à qual outros artistas também haviam se vinculado. Encontrou na figura do impressor uma nova forma de se relacionar com a gravura e dessa experiência nasceu, em 1968, “o piano”, e a descoberta de uma técnica de impressão que melhor se adequava à reprodução de seus desenhos de superfícies contínuas. No ano seguinte talhou o retrato da artista e astróloga Marta Pires Ferreira num pedaço de compensado, sendo esta sua única xilogravura preservada. Todas as gravuras posteriores contaram com a colaboração de profissionais especializados e, de tempos em tempos, alguns desenhos do período de 1967/68 se transformaram em edições de serigrafia ou litografia.
Para Cildo a questão do múltiplo está implícita no objeto ou no resultado fotográfico desse objeto. Fotos de algumas de suas instalações adquiriram um caráter bidimensional gráfico autônomo e original: como a gravura Desvio para o Vermelho, as da série Metros I e o múltiplo Glovetrotter, impresso em chapa de aço inox. Como ele diz, sua preocupação em relação à obra seriada acontece no interior do trabalho:
“...O trabalho pode ter uma estrutura tão clara e exequível que permite ser reprodutível em circunstâncias diferentes por pessoas diferentes. Evidentemente que um desenho ou registro fotográfico de uma instalação não é a instalação e sim uma espécie de memória do trabalho. A própria relação de escala é uma experiência insubstituível. Mas um objeto numa outra escala e outro meio, resolvido de forma bidimensional, mas que te remete de alguma maneira à memória do trabalho, é um desdobramento de fato do trabalho, uma de suas faces.”
As obras selecionadas para esta mostra estão sendo expostas pela primeira vez em conjunto e representam uma síntese panorâmica das gravuras que Cildo Meireles realizou ao longo de sua trajetória artística.
Reila Gracie

O Projeto Encontro de Colecionadores tem proporcionado aos Museus Castro Maya a oportunidade de construção de diálogos de seu acervo com importantes coleções particulares brasileiras. Desde 2000 suas edições vem produzindo exposições que trouxeram ao Museu da Chácara do Céu conjuntos de obras pertencentes aos acervos Guita e José Mindlin, Murilo Mendes, Hecilda e Sergio Fadel e João Sattamini iluminando várias facetas e acarretando novas leituras do legado de Castro Maya. Esperamos ainda que esses encontros possam funcionar também como ferramentas para a configuração de um estudo sistemático do sistema de arte no Brasil e o papel desempenhado pelas coleções particulares neste processo.
Desta vez temos a satisfação de receber na casa-museu de Castro Maya a “visita” de duas personalidades, o colecionador Samuel Malamud e o pintor Emeric Marcier, cujas trajetórias se alinham tanto pela origem de emigrados judeus ao Brasil como também pela grande contribuição que prestaram para a vida artística e cultural brasileira no século XX.
São 37 obras do pintor romeno naturalizado brasileiro Emeric Marcier pertencentes à coleção de Anita e Samuel Malamud. Elas trazem um significativo panorama da produção de Marcier, explorando várias de suas facetas: pintor religioso, pintor de paisagem, retratista, etc. A coleção Castro Maya participa da exposição com uma das últimas aquisições de seu patrono, o óleo sobre tela Nu, de Marcier, arrematado no leilão da coleção Embaixador Mendes Vianna, poucos meses antes da morte de Castro Maya.
Gostaríamos de salientar uma vez mais o prazer com que acolhemos esta exposição e agradecer imensamente àqueles que tornaram este projeto possível: os herdeiros de Anita e Samuel Malamud e o MAM-RJ, detentores das obras, que tão gentilmente as cederam; Matias Marcier, filho do pintor, primeiro a sugerir este encontro; e o Instituto Brasileiro de Museus/MinC, responsável pelos recursos materiais indispensáveis à sua realização.
Vera de Alencar
Diretora dos Museus Castro Maya
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Museu do Açude
EXPOSIÇÃO RETRATOS DE RAYMUNDO
A partir de 26 de novembro de 2005

A exposição “ Retratos de Raymundo”, que marca a conclusão da segunda fase das obras de reestruturação do Museu, com a adequação da reserva técnica e abertura de mais um espaço expositivo. As obras foram feitas com verbas do Ministério da Cultura, através do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional), e da Vitae. A reserva técnica, com porcelanas, cerâmicas e mobiliários, passará a ocupar um chalé, inteiramente restaurado e adaptado para receber as peças. Com isso, o espaço que era anteriormente ocupado por essas peças, no prédio onde está a administração do Museu, passa a abrigar um espaço de exposição, recepção e sala de reunião e conferência.
A coleção de louças do Porto, que teve 60 peças restauradas com recursos do IPHAN, fica agora permanentemente aberta à visitação.
 
A exposição “Retratos
de Raymundo” foi aberta ao público pelo Ministro
da Cultura Gilberto Gil, pelo diretor do Departamento de
Museus do Minc, José do Nascimento Jr. e pela diretora
dos Museus Castro Maya, Vera de Alencar.
A exposição mostra ao público
quem foi este empresário, mecenas, colecionador,
ecologista que legou suas duas casas e suas diversas
coleções ao cidadão comum: o Museu
do Açude e o Museu Chácara do Céu.
Um imenso painel fotográfico vai mostrar a vida de
Raymundo Castro Maya (1894-1968), em seis facetas: Vida
Privada, Colecionador/Bibliófilo, Ecologista,
Anfitrião, Empresário/Benemérito/Mecenas
e Esportista. Cada um desses aspectos foi destacado por um
tom de azul ou verde, e tem um texto correspondente –
depoimentos de quem conviveu com ele e até mesmo
um relatório de atividades por ocasião da
reforma da Floresta da Tijuca , feita por Castro Maya nos
anos 1940.
Casa Principal - O circuito de exposição de longa duração,
reformulado com o patrocínio da Vitae, apresenta nova proposta conceitual, reunindo as duas
maiores coleçães públicas brasileiras de azulejaria e de arte oriental.
Reserva Técnica Visitável - Contém parte do acervo de
mobiliário dos séculos XVIII ao XX, azulejaria, cerâmicas do Porto e
outros objetos não disponíveis ao público no circuito de
exposições de longa duração.
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Espaço de Instalações Perma- nentes do Museu do Açude.
Circuito museológico ao ar livre com obras de artistas brasileiros contemporâneos
- Aqui Estão, de Anna Maria Maiolino, Penetrável Magic Square
n¼ 5, de Helio Oicitica, Dora Maar na Piscina, de Iole de Freitas, sem título,
de José Resende, New House, de Lygia Pape, Calado, de Nuno Ramos e Passarela, de Eduardo Coimbra, e que
tem como proposta discutir a relação entre arte contemporânea
e natureza, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Banco Safra,
Petrobras, Concremat, Tintas Ypiranga.
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