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Exposições em Cartaz


Museu da Chácara do Céu

Gravuras Japonesas na coleção Castro Maya



Integrando-se às celebrações do centenário da imigração japonesa no Brasil, os Museus Castro Maya apresentam este acervo de xilogravuras japonesas, um recorte de sua coleção mostrado pela última vez há dez anos.

Castro Maya foi um amante da arte e da cultura do oriente e isso se refletiu não apenas nos seus roteiros de viagens que incluíram recantos então remotos como Índia e Afeganistão, por exemplo, mas também em um extenso acervo de objetos de arte oriental acumulado ao longo da vida. Do mundo japonês, a terra do Trono do Crisântemo, provém esta pequena porém expressiva coleção de xilogravuras a cores de artistas do final do século 18 a meados do 20.

A gravura Ukiyo-e (“o mundo que passa”) - escola que se inicia no Japão no início do século 17 -, destinada originalmente ao consumo popular, foi tornando-se, ao longo do tempo, um item valorizado em coleções de arte particulares e institucionais, devido à alta qualidade técnica e artística dos trabalhos. Neste conjunto dos Museus Castro Maya encontram-se presentes algumas das principais características da gravura japonesa da época: a extraordinária virtuosidade no desenho de traços delicados e sinuosos, a enorme expressividade e a temática marcada pela observação e o comentário da vida do povo japonês. Entretanto, nele é evidente a existência de dois grupos distintos. As gravuras do período Edo integrantes das celebradas séries de Hiroshige (As 53 estações da Tokaido, estrada que liga Tóquio a Kioto; Os 100 lugares célebres de Tóquio e As vistas das 60 províncias) propõem um olhar em plano geral que destaca o cotidiano dos personagens através da paisagem. Os trabalhos restantes, por outro lado, se distinguem pelo foco nas figuras individuais, retratados tanto em cenas intimistas do dia a dia do trabalho quanto em contextos que remetem à fantasia. Ambos revelam com elegância e refinamento de traços e cores a poesia de um cotidiano dos antepassados das gerações aportadas no Brasil há cem anos.



 

Museu do Açude


EXPOSIÇÃO RETRATOS DE RAYMUNDO
A partir de 26 de novembro de 2005




A exposição “ Retratos de Raymundo”, que marca a conclusão da segunda fase das obras de reestruturação do Museu, com a adequação da reserva técnica e abertura de mais um espaço expositivo. As obras foram feitas com verbas do Ministério da Cultura, através do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional), e da Vitae. A reserva técnica, com porcelanas, cerâmicas e mobiliários, passará a ocupar um chalé, inteiramente restaurado e adaptado para receber as peças. Com isso, o espaço que era anteriormente ocupado por essas peças, no prédio onde está a administração do Museu, passa a abrigar um espaço de exposição, recepção e sala de reunião e conferência. A coleção de louças do Porto, que teve 60 peças restauradas com recursos do IPHAN, fica agora permanentemente aberta à visitação.




A exposição “Retratos de Raymundo” foi aberta ao público pelo Ministro da Cultura Gilberto Gil, pelo diretor do Departamento de Museus do Minc, José do Nascimento Jr. e pela diretora dos Museus Castro Maya, Vera de Alencar. A exposição mostra ao público quem foi este empresário, mecenas, colecionador, ecologista que legou suas duas casas e suas diversas coleções ao cidadão comum: o Museu do Açude e o Museu Chácara do Céu. Um imenso painel fotográfico vai mostrar a vida de Raymundo Castro Maya (1894-1968), em seis facetas: Vida Privada, Colecionador/Bibliófilo, Ecologista, Anfitrião, Empresário/Benemérito/Mecenas e Esportista. Cada um desses aspectos foi destacado por um tom de azul ou verde, e tem um texto correspondente – depoimentos de quem conviveu com ele e até mesmo um relatório de atividades por ocasião da reforma da Floresta da Tijuca , feita por Castro Maya nos anos 1940.

 

Casa Principal - O circuito de exposição de longa duração, reformulado com o patrocínio da Vitae, apresenta nova proposta conceitual, reunindo as duas maiores coleçães públicas brasileiras de azulejaria e de arte oriental.



Reserva Técnica Visitável - Contém parte do acervo de mobiliário dos séculos XVIII ao XX, azulejaria, cerâmicas do Porto e outros objetos não disponíveis ao público no circuito de exposições de longa duração.


Espaço de Instalações Perma- nentes do Museu do Açude. Circuito museológico ao ar livre com obras de artistas brasileiros contemporâneos - Aqui Estão, de Anna Maria Maiolino, Penetrável Magic Square n¼ 5, de Helio Oicitica, Dora Maar na Piscina, de Iole de Freitas, sem título, de José Resende, New House, de Lygia Pape, Calado, de Nuno Ramos e Passarela, de Eduardo Coimbra, e que tem como proposta discutir a relação entre arte contemporânea e natureza, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Banco Safra, Petrobras, Concremat, Tintas Ypiranga.

 
 
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