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Exposições em Cartaz



Museu da Chácara do Céu


OS AMIGOS DA GRAVURA 2010 - Ana Holck


Até 13 de dezembro

Corpo pavimentado

O projeto de Ana Holck para os Amigos da Gravura aventa espaços públicos e privados, questões semelhantes àquelas de seus outros trabalhos, modificando, contudo, a relação espectador/obra. Em alguns casos o espectador entra (mesmo especulativamente) na obra; em outros a escala entre as partes se faz equitativa – como em suas esculturas recentes. Aqui há uma inversão, fazendo-nos pensar se ela se ajustaria ao espectador, tomando-o (metaforicamente) como “pedestal”.
Sua gravura é uma ocupação arquitetônica e subjetiva. O colar (com outra inversão – de valores: uma jóia de materiais não nobres) remete materialmente, com sua pastilha de piso, aos blocos de pavimentação usados pela artista em esculturas cujo cerne é o contato e contágio entre uma construtividade urbana e procedimentos artísticos. Um estar no espaço que declara autonomia objetual e vínculo corpóreo ao lugar onde se implanta. Sua jóia partilha desta inserção: possui forma própria, mas pode “camuflar-se” entre as inúmeras coisas que habitam uma casa como peças de design, mobílias, os (infames) objets d’art..., gravuras espalhadas por paredes e gavetas – o universo pessoal da residência e suas memórias, como na Chácara do Céu. Ela circula entre pescoços, olhares, criados mudos e conversas se “instalando” no ritmo de um espaço menos físico e mais da “sociabilidade”. Esta mudança de eixo e escala contribui para o objeto, justamente no que ele tem de “dinâmico” em seu jeito de perceber o lugar, tangenciar gravura e design (com sua idéia de reprodutibilidade), escultura, instalação, site specific sem fixar-se em nenhuma delas.
Tal objeto discreto e hipnótico exige do olhar outra direção. E, símbolo de sedução, ironiza um olho corpóreo mas que se quer apenas visual, quando, ao mirar a jóia e seu “suporte”, oscila entre contemplação e desejo. Uma fina indagação sobre o corpo e o espaço contemporâneos – mundo radiante de metal e pedra... e tantas outras coisas e sentidos.

Guilherme Bueno



 

Museu do Açude



EXPOSIÇÃO RETRATOS DE RAYMUNDO
A partir de 26 de novembro de 2005





A exposição “ Retratos de Raymundo”, que marca a conclusão da segunda fase das obras de reestruturação do Museu, com a adequação da reserva técnica e abertura de mais um espaço expositivo. As obras foram feitas com verbas do Ministério da Cultura, através do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional), e da Vitae. A reserva técnica, com porcelanas, cerâmicas e mobiliários, passará a ocupar um chalé, inteiramente restaurado e adaptado para receber as peças. Com isso, o espaço que era anteriormente ocupado por essas peças, no prédio onde está a administração do Museu, passa a abrigar um espaço de exposição, recepção e sala de reunião e conferência. A coleção de louças do Porto, que teve 60 peças restauradas com recursos do IPHAN, fica agora permanentemente aberta à visitação.




A exposição “Retratos de Raymundo” foi aberta ao público pelo Ministro da Cultura Gilberto Gil, pelo diretor do Departamento de Museus do Minc, José do Nascimento Jr. e pela diretora dos Museus Castro Maya, Vera de Alencar. A exposição mostra ao público quem foi este empresário, mecenas, colecionador, ecologista que legou suas duas casas e suas diversas coleções ao cidadão comum: o Museu do Açude e o Museu Chácara do Céu. Um imenso painel fotográfico vai mostrar a vida de Raymundo Castro Maya (1894-1968), em seis facetas: Vida Privada, Colecionador/Bibliófilo, Ecologista, Anfitrião, Empresário/Benemérito/Mecenas e Esportista. Cada um desses aspectos foi destacado por um tom de azul ou verde, e tem um texto correspondente – depoimentos de quem conviveu com ele e até mesmo um relatório de atividades por ocasião da reforma da Floresta da Tijuca , feita por Castro Maya nos anos 1940.

 

Casa Principal - O circuito de exposição de longa duração, reformulado com o patrocínio da Vitae, apresenta nova proposta conceitual, reunindo as duas maiores coleçães públicas brasileiras de azulejaria e de arte oriental.



Reserva Técnica Visitável - Contém parte do acervo de mobiliário dos séculos XVIII ao XX, azulejaria, cerâmicas do Porto e outros objetos não disponíveis ao público no circuito de exposições de longa duração.


Espaço de Instalações Perma- nentes do Museu do Açude. Circuito museológico ao ar livre com obras de artistas brasileiros contemporâneos - Aqui Estão, de Anna Maria Maiolino, Penetrável Magic Square n¼ 5, de Helio Oicitica, Dora Maar na Piscina, de Iole de Freitas, sem título, de José Resende, New House, de Lygia Pape, Calado, de Nuno Ramos e Passarela, de Eduardo Coimbra, e que tem como proposta discutir a relação entre arte contemporânea e natureza, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Banco Safra, Petrobras, Concremat, Tintas Ypiranga.

 
 
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